Site Overlay

Nasdaq mira América Latina para escanar parte da perda de IPOs chineses

As empresas latino-americanas poderão colher pelo menos parte das ofertas iniciais de ações (IPOs) de empresas chinesas que desapareceram dos mercados ocidentais, um executivo Nasdaq declarou em uma entrevista à Reuters.

Reguladores em Pequim e Washington aumentaram a pressão sobre as empresas listadas chinesas, e discussões sobre acesso a relatórios de auditoria podem levar as empresas chinesas a serem expulsas das bolsas dos EUA.

Este ano, não houve listagens de empresas chinesas nos EUA, depois de 29 IPOs no ano passado. Quatro empresas latino-americanas foram listadas no país, abaixo das listagens de 20 do ano passado, e 11 empresas de países do sudeste da Ásia fizeram IPOs, em comparação com 19 no ano passado.

imagem08-08-2022-15-08-16REUTERS/Jeenah Moon

O chefe global de mercados de capitais da Nasdaq, Bob McCooey, esteve em São Paulo na semana passada para discutir potenciais listagens com empresas brasileiras e para participar do evento de investimento da XP Inc. (XPBR31).

A mais recente listagem latino-americana foi a da Semantix, uma empresa de tecnologia que chegou à Nasdaq na semana passada em uma combinação de negócios com o SPAC Alpha Capital. O banco digital Inter migrou para a Nasdaq em junho.

“Minha visita a São Paulo em 2022 me lembra muito viajar para a China em 2008, estamos vendo o ecossistema para as empresas de tecnologia crescer e várias empresas interessantes”, disse McCooey em entrevista à Reuters.

Além de empresas de capital de risco com experiência, a América Latina começa a ter empreendedores “seriais”, que reinvestem recursos de vendas de empresas em novas empresas. Nos últimos cinco anos, 37 empresas latino-americanas e 159 chinesas listaram no Nasdaq.

Veja também